sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Everyone's waiting

Há alguns muitos anos tinha o projeto de conseguir terminar de ver Six Feet Under. Objetivo alcançado hoje. Tenho o defeito de não conseguir falar/escrever muita coisa com os sentimentos à flor da pele. Não saberia expressar de forma menos clichê, como a série merece, o quão profundamente ela me tocou. Não vejo outro lugar em que assalto e seqüestro me chocaram e me fizeram tremer tanto. Nem o assalto que sofri me deixou da forma como fiquei ao acompanhar o capítulo do David. Tantas mortes de pessoas queridas, tantas dores, tantos defeitos, ódios, amores, tanto a se superar, a se aprender. Somos imperfeitos, por mais que queiramos mudar, por mais que evoluamos. Repetimos os mesmos erros, por mais que digamos que nunca mais passaremos por isso ou aquilo novamente. O que nos assusta é não termos controle de nada, de ninguém. É envelhecermos, vivermos mais coisas, mas estarmos cada vez mais sozinhos, por mais que estejamos rodeados de pessoas que amamos. É perder sempre, por mais que ganhemos. É esquecer sempre. Deixar pra trás sempre. Deve ser do que a vida é cheia: de vazios.

Abaixo, o vídeo da música que encerra a série, um fim foda e uma música foda.


Sia - Breath me

Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me

Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
I've lost myself again and I feel unsafe

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me

sábado, 4 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Brot und Wein

...Durante esse tempo, muitas vezes me parecia
Que mais valeria dormir do que estar assim sem companhia
E assim na expectativa, de fazer durante esse tempo, que dizer?
Não sei, e para que servem os poetas em tempo da aflição?

-Hölderlin

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Das constatações esporádicas

"rs" desestimula qualquer intenção de prosseguimento de conversa.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

John Mayer


Digamos que eu nunca tinha tido paixonite por ele, mas depois de ler esse post dele não posso mais dizer isso. Concordo com 99% do dito. Foda.
Simple.

I wish that when I was younger I could have met my current self. We would have sat down at a coffee shop so that I could explain life to young me in terms that only we would understand. It would have saved me a lot of hardship.
You can listen to all the sage wisdom you want, but things only make sense when you can explain them to yourself in your own words. For instance, I’ve been told for three years that Breaking Bad is the best show on television, but only after I watched it was I able to tell myself exactly why everyone was right. Other truths I know now that I can explain them: that I’m not missing any crucial information and that poker really isn’t all that fun; that heartbreaks do fade but they take about a year longer than you expect and by the time they do you really don’t care about it enough to notice; and above all else, life is simpler than you think.
I used to think that life was an intricate series of levers and pulleys, buttons and switches, Mexican standoffs and hostage negotiations. As I get older I realize that life is more Netherlands minimalist than Jackson Pollock. The problems don’t get fewer, and in fact they grow in number, but the way I index them in the database is different. More problems get filed under fewer category headers.
Things are getting simpler, and it’s making life better. Here’s the cheat sheet:
People want to be liked. We all crave attention and affection and we all reject shame. When we get embarrassed we send a thug version of ourselves to the forefront to do our fighting for us. We’re at the top of the food chain just under fear.  We don’t want to be in a relationship to hear the words “I love you,” we want to be in a relationship to say the words “I love you.” We want to feel needed, and exceptional and we hate feeling insignificant. We want to ace a hearing test. We are binary creatures; if we’re the plaintiff, we want to win every dollar. If we’re the defendant, we want guard every penny. We want to make more money than last year. We don’t want to get cancer or die in our cars and we want the same for our loved ones. We go out on weekends to try and have sex while trying not to get punched in the face. We drink so we can be ourselves and not mind it so much. We’re desperate to be understood. We want to know someone else has felt it, too. We hate being judged unfairly. We want to make the person we heard wasn’t all that into us change their minds and admit they had us wrong. We want sunny skies with a chance of killer tornadoes, just to keep music sounding good. We take hours upon hours to admit to self consciousness. We don’t know exactly how to pleasure each other. We just want love. In any and every form.
See? It’s simple. :)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

I'm Telling You For The Last Time / Men & Women - Jerry Seinfeld


"What is a date but a job interview that lasts all night?"

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Breve (e superficial) estudo sobre a idade mental das mulheres

Prefácio: substituindo o prefácio que havia antes de eu ler o post abaixo, neste peço desculpa ao João e aos leitores e/ou comentadores por tão grande choque entre um texto e outro. Encontrar-se-á, aqui, um texto pouco substancial de autopisicologia feminina, mas  sabemos que esse é meu forte.

Ponto de partida: uma colega falou que achava os textos da Tati Bernadi a cara de diário pré-adolescente. Eu, particularmente, chego a me identificar bastante com os tweets metidos a sacadas dela. Normalmente ela tem um RT meu. Tati escreve coisas como "Eu tenho saudade de quando ficava apaixonada e perdia a fome. Agora são duas coisas difíceis de acontecer, ainda mais ao mesmo tempo." O problema é que apaixonada ou não, com fome ou não eu me identifico.

Foi aí que pensei: mas será que idade mental de mulher varia muito? Objetivo: 
verificar a variação da idade mental do sexo feminino.

Comecei a achar que poderíamos dividir as mulheres em duas idades: solteiras e comprometidas.  Metodologia: dividir o objeto em questão com base no estado civil.

Resultados obtidos: se você prestar atenção, o que é assunto de mulher solteira? Paixonites mal-desenvolvidas que a inspiram a escrever alguma coisa e depois são esquecidas com o vento, comida/fome/a dieta que começará amanhã, outras mulheres, filmes pra ver com as amigas (que na verdade ela adoraria ver com o carinha que ela conheceu semana passada, mas enfim é muito cedo pra chamá-lo pra ver filme, né?) e por aí vai. Isso é bem pré-adolescente e é a mesma coisa que solteironas de 30 anos sentem (e escrevem). O mais bizarro é que depois que eu escrevi foi que eu me toquei que poucas coisas mudam entre os tópicos de solteiras e os de comprometidas. Trocaria a paixonite mal-desenvolvida pelo enxoval, talvez. E o filme, claro, porque ela vai querer ver com o namorado.

Conclusão: acreditamos que a idade mental do objeto em questão seja pouco variável. Como pudemos notar, ainda, essa idade não parece se relacionar com anos correntes contados a partir da data de nascimento do ser estudado, tendo em vista que meninas de 14 e mulheres de 30 tem os mesmos assuntos estilo "querido diário", mas sim com estado civil. Não foi, então, um estudo relevante, haja vista a falta de novidade que nossa pesquisa apresenta. Partamos pra outra. Sem mais no presente momento.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Shaking paper

Já espero todos os dias pelo dia em que não vou mais sentir sua falta - pensou ele em pensar.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sola

N. e S. gostavam de suas peculiaridades.
Foram sempre tão parecidos e tão contrários.  Quase clichês.
Ela, criatura do dia. Dormia às 21h e nascia com o sol.
Ele, no entanto, ganhara dela o apelido de Nightcrawler.
Também via o sol nascer, mas para dá-lo boa noite e começar a dormir.

Diz-se que a vida ali durou menos de um mês.
Conheceram-se, gostaram-se, evitaram-se, inexistiram.
O processo era sempre mais atrasado com ele, apesar de a ordem dos acontecimentos ter sido a mesma.
Anotavam tudo sobre o outro no caderninho das lembranças.
O combinado era cada um ser como o outro lembrava.
Escreviam-se cartas a cada duas horas e sempre tinham o que dizer.
Gostavam de conversar por rimas. Até as pobres caíam bem.
Quando se encontravam, fechavam os olhos, para se verem melhor.
Sorriam-se no escuro.
Conversavam em silêncio.

As coisas mudaram de acordo com seu apelido.
Quando seus processos de atrasos afetivos começaram a revelar-se ameaçadores, virou Nighty.
Quando ela ainda tentava se apegar às expressões indecifráveis dele, virou N.
Mas aquilo se tornou tão indecifrável que a memória não deu conta de lembrar.
Tudo que S. lembrava, ao acordar, era de ter sonhado com um garotinho aos 9 vestido de cowboy.